
No aeroporto
Encontro uma fotógrafa que me pergunta: veio se despedir da sua amiga? Eu: Vim. Ela: Então é melhor você correr porque ela estava entrando na sala de embarque. Pânico. Eu sabia que devia ter ido mais cedo, mas me distraí no shopping. Culpa. Tudo bem que eu fui lá para comprar um presente para ela, mas acabei, claro, como sempre, levando algo para mim e gastando o que não devia. Encontro então uma repórter. Não queria ser mal educada, mas queria cortar o papo e procurar a Ju. E então eu a vejo vindo com a irmã do lado. Alívio. Felicidade. Eu era a única amiga por lá. A irmã me conta que ela não parava de se perguntar onde eu estaria. Ela já estava achando que eu não iria e enviaria um e-mail me explicando. Ju me abraça, chora, chora, e me diz coisas bonitas. Porque ela consegue dizer as coisas nos momentos certos, tem a palavra de consolo, de conforto, a palavra querida. Elas ficam botando pilha para que eu também vá para o exterior. Esperamos a última chamada para que ela embarque. O último abraço. Chora a mãe, que vinha segurando. Chora a irmã e choro eu. Mas eu sou meio sem jeito para expressar meus sentimentos. Ahhhhhhh, despedidas são horríveis! A cena clássica da pessoa que vai subindo a escada do avião e os que ficam vendo pela grande janela de vidro, acenando, mandando beijos e se lamentando, torcendo para que tudo dê certo. Fica a saudade. E agora, há que se acostumar.
No trabalho
Me ligam às 8h30 e dizem que é para eu ficar em Cidades porque a fiscalização do Ministério do Trabalho vai lá. Ok, tava sentindo falta da 'minha' editoria. Achei bom. Quando chego e vou conversar com a editora nova, de onde estou neste mês, ela me diz que é para eu trabalhar em casa e que é para eu pedir um carro da empresa para me levar. Me senti a imigrante ilegal, algo assim. O trabalho em casa rendeu bastante. Fiz quatro matérias. No outro dia, me chamam no RH. Mas era só contrato temporário. Bom, pelo menos agora vou ter vale transporte. Minha mãe me gasta quando conto a ela e pergunta se vou me sujeitar a isso e blá blá blá. Eu entendo a preocupação dela e concordo em partes e digo: Você acha que eu tô feliz com essa situação?. No outro dia, avaliação psicológica. Como eu queria ver o resultado! E aqueles testes de lógica - quebrei minha cabeça. Dizem que vem coisa boa por aí. Tô acreditando. Só espero que não esteja sendo iludida. E a fiscalização? Não foi.
No rock
Conhecidos, desde que saltamos do carro. Hum... Acho que isso vai ser bom. Uma ice antes de entrar. Volta de reconhecimento. Conhecidos, conhecidos. Samba, samba, muuuito bom! E danço, danço, caipivodka, caipivodka, alegria, alegria. Espírito periguete aparece, mas fica por isso mesmo. Diversão até às 4h, no Morro dos Alagoanos. Adorei. Vidaloucavida.
No trabalho II
Matéria mais ridícula de todos os tempos, então, vamos encarar como diversão. O cruzamento entre um pequeno yorshire e a grandona pitbull. E os filhotes brincam, latem, meio feinhos, não páram quietos. E como se consegue uma boa foto assim? A mãe se solta e ataca o filho e é difícil segurar, é muito forte a danada. Medo! Mas, deu tudo certo e no final eu já estava achando até legal. Tentei dar um ganho na história no texto. Espero que tenha dado certo. E essa é apenas uma das pautas que você nunca pensou que ia ter que fazer na vida. Ah, e teve também telefone errado na pauta de concurso público, em pleno domingo. E um carro só com motorista prara três repórteres. Eu estava com ele e fiquei preocupada com as minhas colegas. Essa desorganização, condições de trabalho aquém do necessário... Bom, aí a gente se vira, atrasa tudo, sai tarde e vale a pena. Isso que é mais engraçado.


