Pela fresta

Sunday, September 17, 2006


No aeroporto

Encontro uma fotógrafa que me pergunta: veio se despedir da sua amiga? Eu: Vim. Ela: Então é melhor você correr porque ela estava entrando na sala de embarque. Pânico. Eu sabia que devia ter ido mais cedo, mas me distraí no shopping. Culpa. Tudo bem que eu fui lá para comprar um presente para ela, mas acabei, claro, como sempre, levando algo para mim e gastando o que não devia. Encontro então uma repórter. Não queria ser mal educada, mas queria cortar o papo e procurar a Ju. E então eu a vejo vindo com a irmã do lado. Alívio. Felicidade. Eu era a única amiga por lá. A irmã me conta que ela não parava de se perguntar onde eu estaria. Ela já estava achando que eu não iria e enviaria um e-mail me explicando. Ju me abraça, chora, chora, e me diz coisas bonitas. Porque ela consegue dizer as coisas nos momentos certos, tem a palavra de consolo, de conforto, a palavra querida. Elas ficam botando pilha para que eu também vá para o exterior. Esperamos a última chamada para que ela embarque. O último abraço. Chora a mãe, que vinha segurando. Chora a irmã e choro eu. Mas eu sou meio sem jeito para expressar meus sentimentos. Ahhhhhhh, despedidas são horríveis! A cena clássica da pessoa que vai subindo a escada do avião e os que ficam vendo pela grande janela de vidro, acenando, mandando beijos e se lamentando, torcendo para que tudo dê certo. Fica a saudade. E agora, há que se acostumar.


No trabalho

Me ligam às 8h30 e dizem que é para eu ficar em Cidades porque a fiscalização do Ministério do Trabalho vai lá. Ok, tava sentindo falta da 'minha' editoria. Achei bom. Quando chego e vou conversar com a editora nova, de onde estou neste mês, ela me diz que é para eu trabalhar em casa e que é para eu pedir um carro da empresa para me levar. Me senti a imigrante ilegal, algo assim. O trabalho em casa rendeu bastante. Fiz quatro matérias. No outro dia, me chamam no RH. Mas era só contrato temporário. Bom, pelo menos agora vou ter vale transporte. Minha mãe me gasta quando conto a ela e pergunta se vou me sujeitar a isso e blá blá blá. Eu entendo a preocupação dela e concordo em partes e digo: Você acha que eu tô feliz com essa situação?. No outro dia, avaliação psicológica. Como eu queria ver o resultado! E aqueles testes de lógica - quebrei minha cabeça. Dizem que vem coisa boa por aí. Tô acreditando. Só espero que não esteja sendo iludida. E a fiscalização? Não foi.

No rock

Conhecidos, desde que saltamos do carro. Hum... Acho que isso vai ser bom. Uma ice antes de entrar. Volta de reconhecimento. Conhecidos, conhecidos. Samba, samba, muuuito bom! E danço, danço, caipivodka, caipivodka, alegria, alegria. Espírito periguete aparece, mas fica por isso mesmo. Diversão até às 4h, no Morro dos Alagoanos. Adorei. Vidaloucavida.

No trabalho II

Matéria mais ridícula de todos os tempos, então, vamos encarar como diversão. O cruzamento entre um pequeno yorshire e a grandona pitbull. E os filhotes brincam, latem, meio feinhos, não páram quietos. E como se consegue uma boa foto assim? A mãe se solta e ataca o filho e é difícil segurar, é muito forte a danada. Medo! Mas, deu tudo certo e no final eu já estava achando até legal. Tentei dar um ganho na história no texto. Espero que tenha dado certo. E essa é apenas uma das pautas que você nunca pensou que ia ter que fazer na vida. Ah, e teve também telefone errado na pauta de concurso público, em pleno domingo. E um carro só com motorista prara três repórteres. Eu estava com ele e fiquei preocupada com as minhas colegas. Essa desorganização, condições de trabalho aquém do necessário... Bom, aí a gente se vira, atrasa tudo, sai tarde e vale a pena. Isso que é mais engraçado.



Amor, Meu Grande Amor

Barão Vermelho

Composição: Angela Ro Ro e Ana Terra

Amor, meu grande amor, não chegue na hora marcada
Assim como as canções, como as paixões e as palavras
Me veja nos seus olhos, na minha cara lavada
Me venha sem saber se sou fogo ou se sou água
Amor, meu grande amor, me chegue assim bem de repente
Sem nome ou sobrenome, sem sentir o que não sente

Que tudo o que ofereço é meu calor, meu endereço
A vida do teu filho desde o fim até o começo

Amor, meu grande amor, só dure o tempo que mereça
E quando me quiser que seja de qualquer maneira
Enquanto me tiver que eu seja a última e o primeiro
E quando eu te encontrar, meu grande amor, por favor, me reconheça

Que tudo o que ofereço é meu calor, meu endereço
A vida do teu filho desde o fim até o começo


----> Só porque essa música é linda e eu comprei dois cds maravilhosos do Barão Vermelho, por um precinho camarada

Friday, September 08, 2006

Regina Spektor - Fidelity

Fofo =)

Ok Go - Here it Goes Again.

Não sei qual é o melhor! rs
Muito bom!

million ways

Hilário
Não tem outra palavra

Monday, September 04, 2006


Agora são outras pessoas sentadas ao meu lado, com quem eu mal conversava até então. São outras obrigações, outro ritmo, horário diferente. Primeiro dia a gente sempre fica sem jeito. São muitas as dúvidas e dá um pouquinho de vergonha e insegurança de perguntar, mas não deixei passar nenhuma questão. Fica aquele estranhamento, o não saber o que fazer, não ter tanto assunto nem intimidade para conversar. Mas o gosto do desafio, da novidade, do estar mais perto de uma área em que eu sempre tive vontade de atuar, é bom demais. Espero que dê tudo certo (vai dar!) nesse mês. Aliás, setembro começou com uma super festa, música boa, clima de "dance, dance, dance, sem parar", novo sabor na boca, mas o mesmo velho discurso batido, assim mesmo, pleonástico, para ressaltar. E, detalhe, antes de qualquer coisa, vieram as palavrinhas 'mágicas': "não me apego a ninguém". Daí, para a fase boa, depois a do "eu não quero ver você triste", saltando para uma mais desagradável do tipo "estou me achando"(até que ponto era brincadeira? até que ponto era a bebida? enfim...), fechando com um, ahn, choque de vontades. Do início doce para o final amargo, mas ainda assim, bem palatável. Dia seguinte de bobeira no calçadão, como há tempos não fazia, encontro casual com o moço da noite anterior, pizza e sorvete com as amigas. Aproveitando bem os últimos momentos do trio, antes da viagem. Setembro, setembro, que começo hein, meu caro? É tudo novo de novo.